Vida de Santos
Santos para Causas Impossíveis: Santa Rita, São Judas Tadeu e Santa Expedita

Quando tudo parece perdido, a Tradição indica intercessores específicos. Entenda a história de cada um e como a Igreja compreende essas devoções.
Por João Alberto Pereira · · 7 min de leitura
Resumo
Quando tudo parece perdido, a Tradição indica intercessores específicos. Entenda a história de cada um e como a Igreja compreende essas devoções.
A expressão "causas impossíveis" não significa magia. Significa que, diante do humanamente irreversível, o cristão continua pedindo — porque para Deus nada é impossível (Lc 1,37). A Igreja associou alguns santos a essa perseverança extrema, sempre por causa da própria vida deles.
Santa Rita de Cássia (1381-1457) viveu um casamento violento, perdeu marido e filhos e só depois entrou no convento agostiniano de Cássia. Recebeu no rosto um espinho da coroa de Cristo, ferida que a acompanhou quinze anos. É chamada "santa das causas impossíveis" porque insistiu onde ninguém mais via saída. Sua festa é em 22 de maio.

São Judas Tadeu, apóstolo, autor de uma das cartas do Novo Testamento, foi por séculos pouco invocado — a semelhança do nome com Judas Iscariotes afastava os fiéis. Da tradição nasceu a convicção de que ele atende com especial prontidão justamente quem o procura nas horas mais desesperadas. Sua festa é em 28 de outubro.
Santa Expedita é uma devoção popular ligada aos mártires antigos, invocada nas causas urgentes. Aqui é preciso sobriedade: a Igreja permite a devoção, mas alerta contra correntes, promessas de "resultado garantido" e uso mágico de orações. Devoção verdadeira sempre passa pelos sacramentos.
Um caminho tradicional e seguro: escolha um intercessor, reze uma novena com fé perseverante, participe da Missa, confesse-se e acrescente uma obra de caridade concreta. A resposta pode não ser a que você imaginou — mas quem reza assim nunca sai do mesmo lugar.